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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Rabisco de duas de agosto: meus pets

O tema desse mês é sobre bichinhos e eu resolvi fazer um desenho com todos os meus gatos. E também coloquei todos os bichinhos que já tive. 


(Alerta de textão pulável a seguir)
Branquinho era um gato peludinho, branco (pois é hahaa) e com olhos diferentes, o direito azul e o esquerdo verde. Foi meu presente de aniversário de cinco anos, da minha avó materna. Meus pais moravam na casa dos meus avós paternos até então e lá tinha muitos animais, gatos, cachorros, galinhas, patos... quando nos mudamos para uma casa nossa eu sentia muita falta dos animais e o Branquinho veio preencher esse espaço e fez minha infância muito feliz. Ele morreu de câncer quando eu tinha uns quatorze anos, senti muito essa perda e sempre lembro com muito carinho dele.  
Com uns oito anos ganhei uma lebre branca de olhos vermelhos, o nome do coitado ficou sendo Encrenca. Depois de uns três meses o bicho já estava uma bola de gordo (eu não tinha ganho ele assim tão filhotinho então ele realmente já estava bem grande) e ele cagava por tudo e comia até reboco de parede. Roeu o cifão do tanque, cavou no quintal todo... minha mãe trabalhava de babá na época e não tinha tempo nem vontade de cuidar dele, daí que um dia ela deu o meu coelho para o leiteiro. Reza a lenda que ele ia virar matriz na fazenda. Até hoje eu acho que ele foi parar na panela e nunca perdoei minha mãe por isso.
Depois que o Branquinho morreu adotamos o Gatão, um gato adulto branco de olhos verdes que rondava o quintal. Muitos anos depois ele foi o responsável por trazer Mamãe, a gata da vizinha para casa e nos presentear  com a gata (que a vizinha não quis mais quando percebeu que estava prenha) e os três filhinhos: Godzilla, Bruce e Pandora. Antes disso, nesse meio tempo eu tive dois hamsters. Primeiro o Bebê, que era calminho e carinhoso e passava as tardes na mão ou no bolso. Fiquei muito triste quando ele ficou doente, levei no veterinário, mas logo ele morreu de câncer. Em seguida, comprei a Maiden uma versão filhotinha e brava. Apesar de ter um amor imenso por esses bichinhos, resolvi não ter mais nenhum hamster pois a vidinha deles é muito curta e o apego e a saudade são difíceis de lidar. 
Resumindo, logo depois da Mamãe veio o Negão, depois a Piná e o Iron (que é filhinho da Piná e do Negão). Teve também o Pretinho que eu não coloquei ali, ele sumiu. Tenho certeza que morreu senão ele teria voltado para casa. Eu não coloquei nas estrelinhas porque as vezes eu gosto de pensar que ele encontrou outra casa. É besteira, eu mas eu sou uma pessoa meio besta mesmo. 
Daí ano passado veio uma turma aqui no quintal... Mocinha, Branca, Dandara (que é macho mas ficou com esse nome mesmo) e Feiuk. E Cachorro, uma gatinha preta com o rabo curto (que abana loucamente quenem um cachorro) que é mãe do Coisinha, o gatinho mais lindo e fofo do mundo. Um bichinho carinhoso, que dava beijos, brincava o tempo todo, ligava o motor e pedia colo. Um bichinho que infelizmente morreu cedo demais. 
Eu ainda tenho saudades de todos os meu bichinhos que viraram estrelinhas. Eu sempre enxerguei meus animais como pessoas, como família. 

A Paloma fez desenhos baseados em bichinhos fantásticos. Ela ama pandas e acha q não há nada mais fofo e parecido com ela do que os pandinhas (por causa da parte da preguiça haha) e ficou imaginando como seria um Pandinha-sereio lacrando nos mares por ai. Outra coisa que todo mundo ama e ela também são unicórnios, como ela não sabe desenhar cavalinhos muito bem resolveu misturar. Um Panda unicórnio certamente seria a coisa mais fofa do mundo, se existisse. 
               

E você? Já imaginou como seria algum bichinho híbrido? Assim fantástico?

Outras duplas do Projeto:

Juliana Bittar Blog As Besteiras Que Me Contam
Monika Andreotti Blog Monykisses

Aline Dias – Blog Minha Negra Cor
Diana Santos – Blog Escritora Determinada

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Projeto Old Mail e cartinhas


Dessa vez nosso grupo trocou as caixinhas por envelopes e com o tema veio o desafio "o que cabe dentro de um envelope". Eu gosto bastante de trocar correspondências e tenho certeza de que se o espaço e tipo de envio limitam os objetos a serem enviados, o capricho e o carinho continuam a caber em qualquer espacinho. 

Dessa vez quem me enviou os mimos foi a Suelane do blog Pensamentos e Opiniões.




Ela me enviou vários papéis coloridos, muitos adesivos, post-its... tudo com muito carinho. 
Obrigada Suelane!

Dessa vez enviei o envelope para a Paty. Dá uma olhada nesse spoiller do que ela recebeu:


Se estiver curioso para saber quem são as outras participantes e como foram as trocas é só dar uma olhadinha na página do Projeto lá no facebook.  

Se você gostou, também tem um blog e quer participar, clica AQUI e vem fazer parte da nossa turma!





Em julho também recebi outras coisinhas que me alegraram bastante:

A Juliana fez um sorteio há alguns meses para o projeto Cartas de Abril (enviar trinta cartas para leitores no mês de abril... quem sabe eu consiga reunir coragem para fazer algo assim ano que vem hein!?) e finalmente minha cartinha chegou com esse cartão postal lindinho. Num outro grupo de papelaria e caderno viajante houve uma troca, o amigo de papel. Recebi várias coisinhas fofas da Renata.

E também recebi a troca de correspondência pessoal que mantenho com amigos que conheço através de grupos e da minha página. Mostrei tudo isso só para dizer: O que cabe dentro de um envelope? num envelope cabe muita felicidade. Cabem presentinhos, histórias, desabafos... cabe a espera e a ansiedade de ver qual surpresa aquele pedacinho de papel traz. 
Experimente trocar cartinhas também!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ainda dói. Vai doer sempre.

Eu estava muito só, é verdade. Dois anos depois eu vejo que errei muito, deixei pessoas muito ruins preencherem essa solidão. Não tem como não pensar em você, não tem como negar que a maior parte dessas pessoas vieram por tua causa e por tua causa, a que me era mais preciosa se foi. Você diz que me ajudou mas só me deu punhaladas por todos os lados. 
Eu te admirava tanto e você nunca foi capaz de me dar nada bom ou bonito em troca. 
Agora eu estou só novamente. E sem você por perto para me ferir. Mas as cicatrizes ficaram, essas pessoas todas que passaram me doem. Me dói sua falta de coragem. 
Me dói não poder te dar esse vazio que você cavou, me dói não poder simplesmente virar as costas porque esse peso está todo sobre mim.
A sombra dos teus amigos me persegue. Eu tenho nojo dessas lembranças. Feridas que não fecham. 


domingo, 17 de julho de 2016

Rabisco de duas: Inverno

O tema de Julho é "o que eu mais gosto no inverno". 
O que eu mais gosto no inverno é que no frio a gente não fica todo suado. Dá para andar bastante (embora a preguiça fique gritando com esse tempo né). E também gosto das roupas, gosto de usar meia calça, jaqueta, lenços... e nessa época até uso cores, geralmente só visto preto, mas aceito bem cores em acessórios. Em casa gosto de usar aqueles meiões broxantes de lã. Moletom velho e confortável. Prefiro cobertor macio do que edredom. 


É uma época boa para passear e também ficar quietinho em casa. Comer coisinhas gostosas, tomar um chá ou um um destilado forte hahaha. 

A Paloma adora dormir enrolada com um montão de cobertas e só acordar bem, bem tarde! A outra coisa que ela acha maravilhosa, é poder assistir filminhos debaixo das cobertas. Ela ama as coisas mais fofas do frio: Chocolates quentes, narizinhos vermelhos e meias fofas (de preferencia de panda)


Essa sem dúvida é uma estação bastante querida para nós, me remete bastante a nos voltarmos para nós mesmos. 
E você? Também gosta do inverno? 


Pra conferir o post certinho da Paloma é só clicar aqui

E as outras duplas:
Monika Andreotti - Blog Monykisses
Aline Dias – Blog Minha Negra Cor
Diana Santos - Blog Escritora Determinada

domingo, 10 de julho de 2016

Transbordei

Sinto falta da tua doçura, da testa franzida, dos banhos. Ao meu redor achavam que eu não merecia isso, dentro de mim, esse sentimento crescia. Eu não era o suficiente, eu não era... eu ainda acredito que não sou. Hoje eu estou tão diferente (indiferente)... mas esse sentimento continua aqui e quando ele transborda eu volto a ser esse alguém desprezível. Logo depois recolho, me encolho, me esquivo dos novos abraços. Tenho nojo deles e também medo de que me soltem. Tenho medo dessa confusão me roubar novamente. Eu não quero sentir. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Noites em branco.

Você me disse coisas tão duras, tão desagradáveis de ouvir. Eu me sentia frágil, um tanto desequilibrada aquela semana (talvez uma vida inteira) e senti vontade de me desculpar por existir. Me senti feia, inadequada, sem possibilidade de receber afeto. Não sou amável, Nunca serei. Isso dói. Como se adivinhasse meus sentimentos você falou em suicídio. Continuei falando para que essa vontade passasse. A minha vontade. O meu cansaço.
Você puxou todos os meus gatilhos, minha cabeça explodiu e eu morri só mais um pouquinho. Há tempos não resta muita vida para ser interrompida. Eu continuaria nessa história pela certeza de que você seria duro o bastante para me afastar. Você também não é amável. Você seguiu. Foi só mais uma noite para ser esquecida... e eu estou tão cansada de ter tantas memórias para esquecer. 
A questão não é você, é meu medo de ouvir os mesmos discursos gastos e esquivos. Meu medo de perceber tarde demais que você é só mais um babaca egoísta que que vai me magoar. Eu não me importo com você, inclusive esse você é plural e geral. Eu me importo comigo, com esse medo de sentir, com esse cansaço. Eu quero asas, não indiferença. Eu tenho medo dessas asas. De querer essas asas, de não encontrar... de encontrar. 
Enquanto isso, eu vou esquecendo seus nomes uma noite depois da outra.

sábado, 25 de junho de 2016

Rabisco de duas: Festa Junina

O rabisco de duas desse mês tá saindo super atrasado mas enfim tá aqui!


Sobre festas juninas: só vou para comer. Adorava quando era criança (e já ia pensando em me entupir). Minha mãe me colocava um chapéu de palha grandão, era um chapéu de praia da minha avó, colocaram uma renda branca em volta e eu usei aquilo por anos nessas festas. Depois da quarta série ninguém era obrigado a dançar, então eu não dancei mais. 
Minha melhor festa junina foi na faculdade. Minha turma foi conferir a festa que a turma de pedagogia organizou a tarde para crianças. Eu e meus colegas nos entupimos de bolo, algodão doce, pipoca... muita zoeira, com direito a maquiagem e entrar na cama elástica no final. Confesso que cama elástica é uma decepção, parece tão leve e divertido quando a gente vê os outros, mas lá dentro você sente um impacto estranho e fica toda chorosa se for mongolona quenem eu fui. 

Minha dupla, a Paloma, fez o desenho abaixo, com uma  mocinha entediada, porque não anda muito animada para as festas juninas mas ainda assim adora as bandeirinhas. A outra menina representa seu eu criança que amava as festas juninas, principalmente as pescarias, os brindezinhos bobos que não serviam para nada e dançar na quadrilha da escola todo ano, sem falta.



Para conferir certinho é clicar aqui e conferir o post da Paloma.
As outras participantes do projeto:
Mônika e Juju
Aline e Diana